WikiLeaks revela novos dados sobre espionagem dos EUA na França

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Caminhão com inscrição Wikileaks em frente à Casa Branca, em Washington DC, Estados Unidos - Sputnik Brasil
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O jornal Libération e o portal da internet Mediapart publicaram nesta segunda-feira, juntamente com a WikiLeaks, novos dados sobre a espionagem de uma série de altos representantes políticos e empresariais da França pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos EUA.

"Em colaboração com a Wikileaks, Libération e Mediapart revelam como a NSA se intrometeu nos interesses comerciais da França" – diz o material publicado no site do jornal francês sob o título "Espionagem econômica: o sujo jogo norte-americano".

WikiLeaks founder Julian Assange - Sputnik Brasil
WikiLeaks revelará amanhã novos dados sobre espionagem dos EUA em França
A publicação comprova com base nos dados da WikiLeaks que os serviços secretos norte-americanos promoviam uma ampla espionagem contra empresas francesas e a cúpula do Ministério da Economia da França, além de monitorar grandes transações e contratos de Paris com organizações internacionais.

O trabalho da NSA era voltado para a coleta de quaisquer informações relativas às relações comerciais francesas, ligações de Paris com instituições financeiras internacionais, G8 e G20, além de grandes contratos de empresas francesas com parceiros internacionais, em particular, cujo valor ultrapassava 200 milhões de dólares.

"O alvo da NSA incluía uma boa parte de setores estratégicos: tecnologias da informação, eletricidade, gás, petróleo, energia nuclear, transporte, biotecnologias e outros" – diz a publicação.

Os autores do artigo destacam que os interesses da espionagem podiam incluir centenas de empresas francesas, e que grande parte da informações coletada pela NSA era repassada às autoridades dos EUA.

"Nunca antes as provas da ampla espionagem econômica da França, organizada pela própria cúpula do governo norte-americano, foram expostas de forma tão óbvia" – afirma o Libération.

Segundo a publicação, o trabalho da NSA pode ter chegado à espionagem industrial e ao roubo de tecnologias secretas. Seu principal interesse recaía, no entanto, sobre a participação de empresas norte-americanas em licitações francesas, que podiam obter grandes vantagens com as informações obtidas. O artigo destaca ainda que parte dessas informações eram compartilhadas com os aliados dos EUA: Grã-Bretanha, Canadá, Nova Zelândia e Austrália.

"Sob o pretexto da luta contra o terrorismo a NSA transformou-se em uma ferramenta dos EUA na guerra econômica. Uma guerra em que a França foi totalmente derrotada" – diz a publicação.

François Hollande e Barack Obama na cúpula do G-7 em 8 de junho de 2015 - Sputnik Brasil
WikiLeaks: EUA espionaram os três últimos presidentes franceses
O site WikiLeaks publicou recentemente documentos comprovando que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA interceptou conversas de uma série de altos representantes da França, inclusive o atual presidente Hollande, assim como seus antecessores Nicolas Sarkozy e Jacques Chirac.

Os dados em poder da imprensa francesa indicam que a espionagem dos presidentes franceses aconteceu de 2006 até maio de 2012. Além disso, os documentos mostravam conversas entre uma série de ministros, altos funcionários e diplomatas, incluindo o embaixador da França nos Estados Unidos.

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