Mídia: EUA procuram confronto com a China, alimentando tensões no mundo

© AFP 2022 / RITCHIE B. TONGOForças navais da China nas ilhas Spratly
Forças navais da China nas ilhas Spratly - Sputnik Brasil
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O vice-secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, comparou recentemente o comportamento da China no mar da China do Sul, com “as atividades da Rússia” na Ucrânia. Segundo a mídia alemã, isso demonstra uma tendência perigosa na política externa dos EUA.

Os paralelos entre a Rússia e a China, que Washington está tentando encontrar, revelam que os EUA estão deliberadamente aumentando as tensões em todo o mundo, escreve o Deutsche Wirtschafts Nachrichten.

submarino chinês - Sputnik Brasil
Pequim usa o Mar do Sul da China para alocar sua frota submarina
Antony Blinken disse na semana passada que as reivindicações territoriais da China são comparáveis com as ações da Rússia no leste da Ucrânia e que a China representa uma grave ameaça à paz e à estabilidade. A China está expandindo sua influência na região através da criação das ilhas artificiais no mar do Sul da China, enquanto as Filipinas e Vietnã consideram tais atividades ilegais.

Segundo Blinken, os EUA não apoiam nenhuma das partes. Mas Washington acredita que é importante resolver disputas territoriais de forma pacífica. Na Ucrânia e no mar do Sul da China, houve tentativas de mudar o status quo por meio da adoção de medidas unilaterais, e que os EUA não concordam, disse o diplomata americano.

“O fato de que a América busca paralelos com a Ucrânia poderia significar que Washington está a tentar agravar a situação. Isso também pode provocar sanções contra a China. Os EUA esperam que isso ajude a fortalecer seus aliados na Ásia”, escreve o DWN.

No entanto, de acordo com o jornal, essa política já falhou na Europa. Os países da UE estão gravemente afetados pelas sanções antirrussas, enquanto a Rússia consegue "sobreviver" sem quaisquer perdas graves.

Construção de ilhas artificiais chinesas no mar da China Meridional - Sputnik Brasil
EUA encaram com preocupação os planos da China de construir ilhas artificiais
Durante meses seguidos, China tem intensificado suas atividades no Mar do Sul da China, irritando os EUA e aumentando as tensões entre os dois países e na região.

Em maio de 2015, uma aeronave norte-americana P-8A Poseidon, com jornalistas da CNN a bordo, estava sobrevoando áreas de construção das ilhas artificiais chinesas, quando recebeu aviso de interceptação e foi obrigada a deixar a região pela força aérea chinesa. Este foi o primeiro incidente do gênero. Segundo vários analistas, Pequim dará prosseguimento às suas atividades de construção de ilhas artificias no Mar do Sul da China.

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