Militares israelenses impedem quebra de bloqueio naval da Faixa de Gaza

© AFP 2022 / MARIO LAPORTAFlotilha da Liberdade
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Os militares israelenses anunciaram a intercepção sem o uso da força de um navio com ativistas pró-palestinos no mar Mediterrâneo, que tinham intenção de romper o bloqueio da Faixa de Gaza.

A Flotilha da Liberdade foi interceptada ao largo da costa de Gaza. Os guardas de fronteira israelenses detiveram o navio Marianne, que chefiava uma “flotilha” de quatro embarcações. Esta antiga traineira de pesca agora está sendo escoltada até a cidade portuária israelense de Asdode, a partir de onde os ativistas estrangeiros serão deportados e a ajuda humanitária, após a inspeção, será transferida para Gaza através de postos fronteiriços controlados.

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De acordo com a informação, publicada no site do movimento Coalizão Flotilha da Liberdade, a bordo de Marianne estão 18 pessoas, entre eles o ex-presidente da Tunísia Moncef Marzouki, o deputado israelense Basel Ghattas, a deputada do Parlamento Europeu Ana Miranda (Espanha) e a jornalista russa Nadezhda Kevorkova.

Os organizadores da tentativa de quebra de bloqueio acusaram Israel de "pirataria estatal" e duvidam que os ativistas não tivessem sofrido danos porque ainda nenhum deles pôde ser contatado.

“Chamamos os nossos governos a tomar medidas para garantir a segurança dos passageiros e tripulantes do Marianne e a protestar veementemente contra a violação por Israel do direito marítimo internacional”, diz o comunicado da Coalizão.

O movimento internacional de solidariedade com os palestinos tem origem na Flotilha da Liberdade — uma caravana de seis navios que há cinco anos foram interceptados por soldados israelenses perto de Gaza. Eles mataram nove membros da tripulação, de nacionalidade turca, que resistiram ferozmente ao grupo de abordagem.

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A Coalização prometeu continuar as suas atividades, até que "o porto de Gaza seja aberto e o bloqueio e a ocupação acabem".

As autoridades israelitas explicam o bloqueio naval da Faixa de Gaza com a necessidade de impedir a entrega de armas aos grupos radicais palestinos e lembram que sua legitimidade foi confirmada por uma comissão especial, que tratou esta questão por decisão do secretário-geral das Nações Unidas, após a intercepção da Flotilha da Liberdade.

Israel também mostra aos seus adversários que existem todas as condições para a entrega de ajuda humanitária e bens comerciais a Gaza por via terrestre.

Entretanto, a Coalização nega qualquer ligação com radicais.

“Ninguém pode nos acusar de hipocrisia… nós não apoiamos o Hamas. A única coisa que nos preocupa é o sofrimento de 1,8 milhão de habitantes de Gaza. A Flotilha da Liberdade não é uma manifestação em apoio do Hamas, é inteiramente uma iniciativa humanitária”, disse uma representante da Flotilha, Ann Ighe.

Ela acrescentou que o navio Marianne carregava painéis solares para o hospital em Gaza, onde há problemas com o fornecimento de energia elétrica. Outros navios da Flotilha transportavam medicamentos e equipamentos para os pescadores locais do enclave.

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