Cientista político: até um adversário fraco pode vencer exército dos EUA

© AFP 2022 / AHMAD AL-RUBAYE Soldados do Exército dos EUA
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Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos venceram apenas uma de suas cinco grandes campanhas - no golfo Pérsico em 1991, escreve no Wall Street Jornal o cientista político Mark Moyar, membro do Instituto de Estudos de Política Externa (FPRI).

Ele chamou a atenção para o livro do professor da ciência política da Universidade de Swarthmore (EUA), Dominic Tierney, "Como Perder a Guerra: A América numa Era de Conflitos Impossíveis de Ganhar" (The Right Way to Lose a War: America in an Age of Unwinnable Conflicts) em que o autor explica o fenômeno das derrotas do exército dos EUA no Vietnã, Iraque, Coreia e Afeganistão. 

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"A era de grandes vitórias militares terminou em 1945 porque o estabelecimento da América como potência mundial exigiu a sua participação nas várias guerras civis e não-convencionais, caracterizadas por novos métodos de guerra", escreve Moyar, citando Tierney. Nestas guerras, adversários mais fracos conseguiram obter vitória total sobre o exército americano. 

Moyar observou que os EUA foram bem sucedidos quando apoiaram o "lado vencedor" nas Filipinas, em Salvador e na Colômbia, mas quando a guerra exigiu a participação de tropas terrestres, os Estados Unidas perderam, como aconteceu no Iraque e no Vietnã. 

"O fato de que a América não ganhou essas guerras não significa que elas não poderiam ser ganhas por definição. O resultado final dependeu de erros dos comandantes, da falta de vontade ou da ingenuidade do inimigo", diz o colunista.

No entanto, ele escreve, Washington não pode recusar envolver-se em uma guerra problemática e prolongada só porque ela parece "pouco atraente" para os militares e liderança política dos EUA. A história mostra que mesmo os mais cuidadosos dos presidentes norte-americanos tiveram que se envolver em tais campanhas. Por exemplo, Tierney acusa o atual presidente dos EUA, Barack Obama, de redução do contingente americano no Afeganistão de tal modo que os militares não foram capazes de levar a cabo operações de contrainsurgência. Esta fraqueza só abre para os guerrilheiros e rebeldes a possibilidade de desafiar os interesses dos EUA em pontos quentes em todo o mundo.

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