Propostas dos credores da Grécia são insustentáveis

© REUTERS / Francois LenoirFuncionária arruma bandeiras da Grécia e da UE antes de encontro que aconteceu em Bruxelas entre o premiê grego Alexis Tsipras e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em 3 de junho de 2015
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O pacote de ajuda financeira à Grécia terminará em 30 de junho, anunciou este sábado (27) o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, após a reunião dos ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas.

A reunião dos ministros do Eurogrupo foi classificada como decisiva, mas Atenas recebeu uma recusa por parte dos credores.

Dijsselbloem, o ministro das Finanças holandês, disse que os ministros planejam reunir sem a Grécia para discutir as "consequências" e "preparar o que é necessário para garantir a estabilidade da zona do euro."

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Grécia anuncia referendo sobre termos do programa de resgate financeiro para 5 de julho
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou nesta sexta-feira (26) a convocação de um referendo para dia 5 de julho para decidir se o país aceita as exigências impostas pelos credores em troca de mais ajuda financeira.

O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, declarou que a recusa do Eurogrupo de dar mais tempo à Grécia para realizar o referendo causou danos irreparáveis à sua imagem:

“A recusa do Eurogrupo a dar um breve período de alívio à Grécia para realizar um referendo danificou seriamente a sua imagem. Talvez – de forma irreparável.”

Segundo o ministro, as propostas dos credores da Grécia eram tecnicamente inadequadas e insustentáveis:

“As propostas dos credores da Grécia eram tecnicamente inadequadas, havia inclusive incompatibilidade dos números. […]As propostas também não poderiam dar uma nova esperança ao povo da Grécia ou aos investidores. Eles sugeriram relatórios mensais e análises, repetidamente até o final de dezembro, sob a ameaça de recusa da próxima parcela de assistência. As propostas são insustentáveis.”

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Ultimato para Grécia: façam reformas ou saiam da UE
A Grécia deve pagar 1,8 bilhões de dólares até 30 de junho e chegar a um novo acordo com o FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia para desbloquear os 8 bilhões adicionais.

No mesmo dia, 30 de junho, o país deve pagar ao FMI. Se não pagar, o país corre o sério risco de falência. Também existe a ameaça do chamado Grexit, o termo inglês que faz referência à saída da Grécia do euro.

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