Mídia: França não quer pagar mais de um bilhão de euros por Mistrais

© AFP 2022 / Jean-Sebastien EvrardA picture taken on September 7, 2014 in Saint-Nazaire, western France, shows the Vladivostok warship, a Mistral class LHD amphibious vessel ordered by Russia to the STX France shipyard
A picture taken on September 7, 2014 in Saint-Nazaire, western France, shows the Vladivostok warship, a Mistral class LHD amphibious vessel ordered by Russia to the STX France shipyard - Sputnik Brasil
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A indenização pelo incumprimento do contrato de fornecimento dos navios pode atingir 1.2 bilhões de euros, valor que a França gostaria de diminuir para 1 bilhão.

A publicação francesa escreveu que nas negociações sobre o incumprimento do contrato de construção de dois porta-helicópteros tipo Mistral participam o chefe do secretariado-geral da defesa e segurança nacional francês, Louis Gautier, e o vice-premiê russo Dmitry Rogozin.

"O contrato prevê uma indenização máxima de 250 milhões de euros no caso de recusa de fornecimento, mas a Rússia exige receber os 890 milhões que ela pagou, bem como 300 milhões como contrapartida pela modernização de helicópteros e os seus portos realizada pela empresa Kamov (modificação de helicópteros da série Ka-52 Alligator – ed.)". Estas despesas foram feitas expressamente contando com a entrega dos navios.

Segundo o jornal francês, a França quer pagar só 1 bilhão de euros nomeadamente porque será mais fácil justificar tal montante na mídia. 

Porta-helicópteros Sevastopol (E) e Vladivostok, da classe Mistral, no estaleiro STX Les Chantiers de l'Atlantique em Saint-Nazaire, França - Sputnik Brasil
Ministro nega que Rússia tenha recebido tecnologia de construção de Mistral
Ainda de acordo com Challenges, a Rússia exige que a França discuta com ela o candidato alternativo que poderia comprar os Mistrais, construídos por encomenda da Rússia, mas o lado francês só concordou em "realizar consultas" com os russos.

O contrato de fornecimento dos navios tipo Mistral foi assinado em 2011 pela empresa francesa DCNS e a russa Rosoboronexport. 

A França deveria ter entregue o primeiro navio, chamado Vladivostok, em novembro do ano passado, mas não cumpriu o compromisso alegando a escalada do conflito na Ucrânia. A Rússia espera que Paris forneça os navios ou devolva a quantia já paga.

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