Ultimato para Grécia: façam reformas ou saiam da UE

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Depois de mais uma tentativa fracassada na quinta-feira para criar uma ponte entre as demandas dos credores internacionais e as propostas do governo grego, os ministros das Finanças do Eurogrupo convocaram uma reunião de emergência para sábado.

"A retirada da Grécia da União Econômica e Monetária da União Europeia (UEM) será inevitável se não houver avanço nas negociações sobre a dívida grega nos próximos cinco dias", disse o Comissário europeu Guenther Oettinger.

"A Grexit [termo inglês que faz referencia à saída da Grécia do euro] não é o nosso objetivo, mas seria inevitável se não existe uma solução nos próximos cinco dias".

Os principais líderes da UE apontaram que sábado, dia em que se realiza o quinto Eurogrupo extraordinária dedicado à Grécia, é a data chave para que se chegue finalmente a um acordo, a três dias do final do prazo para o país receber ajuda financeira e pagar ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O líder alemão sublinhou o carácter vital da próxima reunião, para evitar um default grego e saída da UEM. 

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Encontro do Eurogrupo sobre a Grécia termina sem acordo

O Eurogrupo volta a reunir-se, em Bruxelas, no sábado às 17h00 (13h00 em Brasília) para uma nova rodada de negociações sobre a questão da Grécia.

"Vamos fazer tudo possível até 30 de junho desde que vimos que a Grécia está disposta a realizar reformas", salientou Oettinger.

O jornalista italiano Giulietto Chiesa escreve sobre a situação na Grécia:

"O país está dividido. No mesmo dia na praça central de Atenas ocorreram duas manifestações de posições opostas, uma a favor do encerramento das negociações com Bruxelas, outra — para ficar na Europa <…> Há duas opções. O governo pode concordar com as condições dos três credores e o país terá de enfrentar às novas medidas da austeridade com a mesma dívida impossível de pagar. Por outro lado, a saída da zona do euro como tentativa de levar o país adiante que vai demorar muito tempo.

A primeira opção é uma catástrofe social. A segunda é uma incógnita total. A escolha não é só do país, senão de cada grego".

O país deve pagar 1,8 bilhões de dólares até 30 de junho e chegar a um novo acordo com o FMI, o Banco Central Europeu e da União Europeia para desbloquear adicionais 8 bilhões.

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