Euroceticismo ganha apoiantes nos países do norte europeu

© AFP 2022 / LINDA KASTRUP / SCANPIX DENMARKKristian Thulesen Dahl, líder do Partido Popular da Dinamarca
Kristian Thulesen Dahl, líder do Partido Popular da Dinamarca - Sputnik Brasil
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O bloco da oposição da Dinamarca venceu as eleições parlamentares nesta quinta-feira (19) e pelo menos 90 deputados da coalizão de centro-direita receberão assentos no Parlamento do país.

Enquanto isso, o Partido Popular da Dinamarca (DF), de cunho social-democrático, deve ser considerado como o vencedor real, porque após ocupar o terceiro lugar eles se tornaram o segundo partido maior no país. Então os nacionalistas-eurocéticos quase expulsaram os liberalistas chefiados pela ex-premiê Helle Thorning-Schmidt.

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Tudo isso corresponde à situação atual política nos países nórdicos. Mais cedo em junho na Finlândia o Partido dos Verdadeiros Finlandeses chegou ao poder e o seu líder e o chanceler finlandês, Timo Soini, está muito satisfeito com este fato.  Soini escreveu no seu blog, comentando as eleições na Dinamarca, que os Verdadeiros Finlandeses já não são solitários no norte europeu, bem como na toda a Europa e considerou o resultado como “simplesmente maravilhoso”.

Ele também saudou o seu “bom amigo” Morten Messerschmidt, do DF, e mostrou-se muito feliz com o fato que o “conservantismo nacional está vivo e próspero”. Segundo Soini, “agora a festa de Verão pode ser celebrada de bom humor”.

Timo Soini escreveu também que tudo está ficando bom para os partidos do Parlamento Europeu do grupo político conservativo:

“Eles mostraram bons resultados nas eleições da primavera na Finlândia, Grã Bretanha, Polônia e Dinamarca. O nosso grupo será terceiro maior no Parlamento Europeu”.

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Cabe mencionar que a líder do partido francês Frente Nacional, Marine Le Pen, criará um bloco da extrema-direita no Parlamento Europeu. Além disso, o clube nacionalista de eurocéticos pode contar com a participação da Suécia. Ali, a popularidade do partido Democratas Suecos, segundo sondagens de opinião pública, ultrapassa o do resto dos jogadores políticos.

Além do nacionalismo, todos estes partidos levarão à Europa algo de novo. Por exemplo, o euroceticismo e a posição alternativa – mais racional e talvez “egoísta” do ponto de vista da Europa unida – em relação a uma série de problemas internacionais, inclusive sanções antirrussas e a crise na Ucrânia. A razão para isso é a ausência da vontade nos partidos novos para respeitar as regras do jogo dos EUA, o que os diferencia da velha elite política europeia.

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A questão dos imigrantes também é muito importante para a Europa. Todos estes pardos da extrema-direita mostram o seu ceticismo na questão das cuotas, que foram propostas pela Comissão Europeia, dizendo que nos seus países não pode caber todo o mundo.

Enquanto isso, contradizendo a opinião pública, o governo sueco atual planeja tornar a ilha de Gotlândia “multicultural” abrindo lá vários centros de abrigo para imigrantes.

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