Chancelaria russa sobre Irã: "Parem o cabo de guerra, centrem-se no núcleo"

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O acordo nuclear do Irã pode ser concluído antes de 30 de junho, disse o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov.

Os ministros das Relações Exteriores do Irã e do "sexteto" P5 + 1 realizarão uma reunião sobre o programa nuclear de Teerã nos dias 25-30 de junho.

"O período mais provável para uma reunião ministerial pode começar desde o dia 25 de junho. Há menos problemas nesta rodada de negociações, e chegar a um acordo antes de 30 de junho é possível", afirmou Ryabkov.

De acordo com Ryabkov, a data para as negociações ministeriais deverá ser definida hoje.

"Nós não queremos a extensão das negociações para um longo período por causa das razões políticas. Quero enfatizar que seria muito errado manter a estratégia de jogos de táticas e manobras nas negociações", disse Ryabkov. 

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Segundo Ryabkov, a Rússia sabe que os políticos em um número de países que participam nas negociações só criticam o progresso deles e nada mais.

Em maio, Ryabkov afirmou que Rússia estaria pronta para avaliar diferentes opções de retirada de materiais atômicos, mas a posição das autoridades iranianas sobre o tema ainda não estava clara. "Apoiamos o apelo das autoridades iranianas para se concentrar no assunto, em vez de continuar "a guerra" entre as delegações, o que leva muito tempo."

As delegações do grupo P5 + 1 (Rússia, China, França, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha e Irã) estão atualmente em Viena para elaborar o acordo final sobre o programa nuclear de Teerã antes da data final de 30 de junho. "As negociações estão ocorrendo em um modo contínuo", acrescentou Ryabkov.

O vice-ministro russo diz que há pelo menos sete ou cinco problemas para resolver na agenda das negociações, mas é muito menos do que na última semana. O acesso dos observadores internacionais às instalações nucleares iranianas é um deles.

Em abril, as partes assinaram o acordo em que o Irã concordou em cortar o volume de enriquecimento de urânio e reduzir o número de centrífugas em troca de revogação das sanções impostas há cinco anos.

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