Trégua inalcançável no Oriente Médio: partes não querem nem falar entre si

© AFP 2022 / FABRICE COFFRINIMapa do Iêmen em uma sala destinada às negociações na sede da ONU em Genebra, em 15 de junho
Mapa do Iêmen em uma sala destinada às negociações na sede da ONU em Genebra, em 15 de junho - Sputnik Brasil
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Mesmo durante a conferência em Genebra, a trégua não chega ao Iêmen.

Nesta terça-feira, uma delegação dos rebeldes houthis deve chegar à Suíça para participar das negociações sobre a paz, convocadas pela ONU em Genebra. Além deles, outros grupos de oposição iemenita irão participar do diálogo.

No entanto, os bombardeios da coalizão árabe não cessam apesar dos apelos à paz da ONU. Além disso, as partes nem mostram sinais de vontade de dialogar.

"Falando simplesmente, tem duas salas e um moderador especial irá se deslocar entre elas", informou uma fonte no Estado-Maior general das Nações Unidas em Genebra.

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As negociações começaram com um atraso de mais de uma semana, devido à hesitação tanto do governo iemenita no exílio, de Abd Rabbo Mansour Hadi, como das frações da oposição, inclusive o movimento Ansar Allah (houthis), o Congresso Geral dos Povos (GPC, na sigla em inglês), do ex-presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, e outras.

Vários observadores comentam que as negociações com moderação internacional não contribuirão muito para a pacificação do conflito no Iêmen, pois trata-se de interferência externa. E o conflito já conta com uma intervenção externa, visto que o país é bombardeado por uma coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita e com o apoio dos Estados Unidos.

© AFP 2022 / MOHAMMED HOWAISApoiantes dos rebeldes houthis mostram modelos de mísseis durante uma manifestação na capital do Iêmen.
Apoiantes dos rebeldes houthis mostram modelos de mísseis durante uma manifestação na capital do Iêmen. - Sputnik Brasil
Apoiantes dos rebeldes houthis mostram modelos de mísseis durante uma manifestação na capital do Iêmen.

A opção mais relevante seria a mais drástica (para as partes): cessar os combates por um período e sentar-se à mesa do diálogo nacional. Talvez fosse é o que deveria fazer a Arábia Saudita, em vez de lançar campanha militar a pedido do presidente exiliado contra o próprio país dele.

Mas como fazê-lo se as partes se recusam a falar cara a cara e se os países já envolvidos nas ações militares no Iêmen não querem deixar de combater?

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