Visita de Putin à Itália preocupa Estados Unidos

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O governo dos Estados Unidos está preocupado com a visita do Presidente Vladimir Putin à Itália às vésperas da provável prorrogação das sanções contra a Rússia.

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Segundo a agência de notícias Ansa, Washington "acompanhou atentamente a visita de Putin à Itália", já que na próxima reunião do Conselho da União Europeia, marcada para o fim de junho, "as sanções contra Moscou devem ser prolongadas desde que não ocorra algo extraordinário."

De acordo com a agência italiana, Barack Obama "acompanha com certa preocupação  os passos do presidente russo e sua tentativa de aliviar a pressão sobre seu país pelo menos por parte da alguns países europeus."

Ao comentar os resultados do encontro entre Putin e o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, fontes do governo americano declararam que é impossível voltar às relações econômicas normais com a Rússia até que os Acordos de Minsk sobre a crise ucraniana sejam cumpridos plenamente.

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As fontes lembraram que os líderes do G7, inclusive Renzi, estão obrigados a cumprir os compromissos assumidos na recente cúpula de Elmau, na Alemanha, de "manter as sanções contra a Rússia para conseguir o cumprimento dos Acordos de Minsk" e de impor notáveis restrições adicionais se necessário", como em caso, por exemplo, de uma "nova agressão no leste da Ucrânia."

Nesta quarta-feira, o presidente Putin realizou uma viagem de trabalho à Itália, onde se encontrou com Renzi, em Milão, e participou da inauguração do Dia da Rússia na EXPO 2015.

Em uma entrevista coletiva após a conversa com o primeiro-ministro italiano, Putin declarou que as sanções antirrussas são obstáculos para o desenvolvimento das relações entre os dois países e mencionou que apenas as sanções na área técnico-militar já causaram perdas de bilhões de euros para as companhias italianas.

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