Putin: “O G7 não é uma organização”

© Sputnik / Aleksei Nikolsky / Abrir o banco de imagensPutin e Renzi na Expo 2015
Putin e Renzi na Expo 2015 - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
Nesta quarta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que está de visita na Itália, inaugurou o Dia da Rússia na Expo 2015. O líder russo encontrou-se com o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, e visitou os pavilhões da Rússia e da Itália. Depois, os dois líderes concederam uma entrevista coletiva aos jornalistas internacionais.

O líder russo e o chefe do governo italiano debateram uma série de questões importantes da agenda internacional. Entre os temas principais, constam as relações dentro do G7, G20, BRICS, problemas do terrorismo internacional e as consequências da "guerra das sanções".

A visita de Putin à Itália acontece dois dias depois da cúpula alemã dos "sete grandes" (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Reino Unido) e do Fórum Parlamentar dos BRICS, que teve lugar em Moscou. Dentro de um mês, começará em Ufá, na Rússia, a cúpula presidencial dos BRICS. Neste contexto, o encontro russo-italiano ganha importância, já que a Itália não apoia oficialmente as sanções impostas pelo Ocidente contra a Rússia.

© Sputnik / Aleksey Nikolsky / Abrir o banco de imagensVladimir Putin e Matteo Renzi na Expo 2015
Vladimir Putin e Matteo Renzi na Expo 2015 - Sputnik Brasil
Vladimir Putin e Matteo Renzi na Expo 2015

As sanções prejudicam intercâmbio comercial entre a Rússia e a Itália, disse Putin, respondendo a uma pergunta na entrevista coletiva. É de notar que a Itália não apoia abertamente as sanções europeias, porém tem que sofrer as suas consequências. Segundo o presidente russo, as empresas italianas perderam cerca de um bilhão de euros em resultado das sanções.

A opção da possível revogação das sanções antirrussas não foi discutida entre os políticos. Antes, na cerimônia de encerramento da cúpula do G7 na segunda-feira, o presidente norte-americano, Barack Obama, tinha ressaltado que as sanções irão vigorar até que a Rússia mude a sua posição em relação à Ucrânia.

© Sputnik / Aleksei Nikolsky / Abrir o banco de imagensPutin na Expo 2015
Putin na Expo 2015 - Sputnik Brasil
Putin na Expo 2015

No entanto, o presidente russo apelou aos europeus a "não abdicar da cooperação bilateral", sublinhando que "a Rússia sempre encontrará parceiros".

G7

O G7 foi a principal manchete da semana passada na mídia europeia. Não tinha como evitar este assunto no encontro de hoje. Putin comentou a sua atitude para com este bloco internacional dizendo que os parceiros do G7 acreditam que pontos de vista alternativos não são bem-vindos:

"Nós não temos nenhuma relação com o G7. Quando fizemos parte [desse grupo], mantivemos relações. Eu acreditava que isso tinha sentido, porque nós representávamos um ponto de vista alternativo. Mas os nossos parceiros acreditaram que não precisavam disso".

Encontro de parlamentares do BRICS em Moscou - Sputnik Brasil
Opinião: Encontro dos parlamentares do BRICS é momento histórico
Ainda qualificou o próprio G7 como "um clube, não uma organização".

Ucrânia

Comentando o assunto do conflito na Ucrânia, Matteo Renzi insistiu que os Acordos de Minsk devem ser respeitados:

"Nós compartilhamos o princípio universal. É assim: os Acordos de Minsk-2 são uma orientação, um meio auxiliar no trabalho de regulação da situação na Ucrânia".

"Todas as pessoas de boa vontade trabalham para implementar integramente os Acordos de Minsk e permitir pôr fim à crise no território da Ucrânia", disse o primeiro-ministro italiano.

Putin concordou com esta posição, mas sublinhou que as partes só cumprem os Acordos de Minsk "de uma maneira seletiva".

Agenda

Agora, o presidente russo irá viajar de Milão para a capital italiana, onde terá um encontro com o seu colega Sergio Mattarella e com o Papa Francisco.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала