Em visita à Itália, Putin desmente "isolamento"

© AFP 2022 / GIUSEPPE CACACEMatteo Renzi saúda Vladimir Putin em Milão
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou hoje a Itália. O presidente russo deverá encontrar-se com vários membros do governo italiano, inclusive com o primeiro-ministro Matteo Renzi. Em Roma, está ainda planejada uma audiência com o Papa Francisco.

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A visita ocorre dois dias depois da cúpula do G7 na Alemanha e do Fórum Parlamentar dos BRICS em Moscou. Às 11h de Roma (6h de Brasília), Putin e Renzi irão visitar o pavilhão da Rússia na Expo 2015 em Milão.

Putin irá inaugurar hoje o Dia da Rússia na Expo 2015. O Dia da Rússia, feriado nacional na Rússia, será comemorado no dia 12 de junho.

Depois, eles irão visitar o pavilhão da Itália e participar de uma entrevista coletiva às 8h de Brasília. A Sputnik acompanhará atentamente a entrevista.

Durante a visita à Expo de Milão, o presidente russo poderá também manter um encontro com o diretor executivo do consórcio energético ENI, Claudio Descalzi. Durante um evento de ontem, Descalzi disse que a Itália precisa da Rússia, porque este país pode oferecer soluções alternativas na área da segurança energética. E a Itália carece de tais soluções pelo menos nos próximos 5-6 anos, frisou o empresário.

Após Milão, o mandatário russo seguirá para a capital italiana, Roma, onde se encontrará com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, e com Papa Francisco. Também está previsto um breve encontro com Sílvio Berlusconi.

A reunião com o Sumo Pontífice terá uma agenda importante, sendo a Ucrânia a sua parte mais sensível. Recentemente, o embaixador ucraniano na Itália, Evgeny Perelygin, pediu ao Papa Francisco para recordar ao presidente russo as palavras por ele ditas em relação ao conflito ucraniano.

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Para Perelygin, tal seria uma continuação lógica do discurso pontifício em Sarajevo (Bósnia e Herzegovina), em que ele disse que "não adianta falar em paz, é preciso fazer algo; e aquele que fala em paz e contribui para a guerra, é um hipócrita".

No entanto, o Vaticano não se tem pronunciado contra a Rússia. Pelo contrário, considera a posição russa no combate ao terrorismo como essencial.

Segundo observadores internacionais, a visita italiana de Putin desmente todas as declarações de vários líderes ocidentais como o norte-americano Barack Obama sobre o "isolamento" da Rússia. Em um contexto de fortalecimento ativo dos contatos internacionais, as sanções e o discurso de isolamento não adiantam.

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