EUA manipulam economia de Cuba

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O rating de crédito de Cuba está crescendo após os EUA terem removido o país da lista dos países patrocinadores do terrorismo.

A agência Moody’s Investors Service declarou na terça-feira (9) que a remoção, pelos EUA, de Cuba da lista dos países patrocinadores do terrorismo internacional (SST na sigla em inglês) é um desenvolvimento positivo para o rating de crédito do país.

“A recente remoção de Cuba da lista dos países que os EUA consideram como patrocinadores do terrorismo é positiva para o país”, lê-se no comunicado da agência.

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A Moody’s opina que o rating de crédito de Cuba continua com o grau de notação especulativo de Caa2, mas a recente decisão poderá intensificar a obtenção de financiamentos externos das instituições financeiras internacionais e das organizações de desenvolvimento.

Ainda de acordo com a agência, a decisão do governo norte-americano de normalizar as relações com Cuba estimulou o aumento de turismo. O aumento de financiamento permitirá fortalecer a infraestrutura turística de Cuba e aumentar significativamente a sua atividade econômica.

O processo de normalização também aumentará o número de visitantes norte-americanos a Cuba, que começou a crescer quando as restrições ao turismo foram suavizadas em janeiro de 2015.

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É de notar que o país foi incluído na lista em 1982 por fornecer abrigo aos membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

A administração de Obama anunciou a intenção de normalizar as relações bilaterais com Cuba em dezembro de 2014. As autoridades dos EUA negociam a reabertura da embaixada norte-americana em Havana, várias medidas da administração abriram possibilidade para a recuperação do turismo e comércio.

Enquanto isso, o embargo comercial e turístico contra Cuba continuará em vigor até ser revogado pelo Congresso dos EUA.

É claro que a remoção de Cuba da lista dos países patrocinadores do terrorismo beneficia o país, mas ainda precisa de explicação o fato de tal remoção ser realizada com tanta demora. Será que a decisão foi tomada somente no contexto da política de normalização de relações com Cuba proclamada por Obama? A Sputnik já escreveu que essa política pode ter um "prazo de vida útil" limitado se o herdeiro de Obama não quiser continuá-la. 

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