Chefe do Serviço Secreto dos EUA utilizou agentes para guarda de amiga

© AFP 2022 / BRENDAN SMIALOWSKI Membro do serviço secreto dos EUA
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Documentos oficiais do governo dos EUA recém divulgados confirmam que o chefe do Serviço Secreto, Mark Sullivan utilizou agentes para fazer a guarda de uma amiga em 2011. A notícia surge num momento em que polêmicas envolvendo ações controversas dos serviços de investigação e de inteligência americanos vem à tona.

Em julho de 2011, Sullivan designou agentes do Serviço Secreto para proteger sua assistente Lisa Chopey por cinco dias depois desta ter se envolvido em briga com um vizinho em La Plata, Maryland.

"A pedido do Chopey, a agência abriu uma investigação federal sobre o vizinho, Mike Mulligan, e redistribuiu agentes designados para a Casa Branca para protegê-la", segundo consta em documento divulgado por órgãos de informação locais.

O Serviço Secreto utilizou agentes de vigilância à paisana para observarem Mulligan e sua namorada, assediado-os e realizando checagens de suas informações para o banco de dados da agência, processo que ficou conhecido como Operação Moonshine.

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Chopey acusou Sullivan de "perturbar a paz" com ruídos de veículo pela vizinhança, segundo consta.

Os novos documentos foram liberados enquanto o Serviço Secreto ainda está se recuperando de outros incidentes embaraçosos de mesmo tipo.

Em 14 de maio de 2015, o inspetor geral do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) confirmou em um relatório que os supervisores do Serviço Secreto Marc Connolly e George Ogilvie estavam provavelmente alcoolizados quando dirigiram para os jardins da Casa Branca em 04 de março de 2015, comprometendo uma cena de investigação ainda ativa.

O Serviço Secreto é uma agência que funciona sob a autoridade do Departamento do Tesouro norte-americano, estando encarregado de proteger a vida do Presidente dos Estados Unidos.

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Esta notícia surge também em um momento polêmico dos serviços de investigação e de inteligência norte-americanos, cuja legitimidade dos atos em escala nacional vem sendo questionada após uma série de descobertas de espionagem a cidadãos do país, bem como autoridades e governos estrangeiros.

Recentemente o senador norte americano Rand Paul denunciou uma série de medidas de vigilância e espionagem do governo norte-americano a seus próprios cidadãos. Estas medidas integram o chamado Ato Patriótico, cuja renovação dos efeitos esteve em pauta nesta segunda (1) em sessão do Congresso dos EUA.

As pesquisas publicadas nos últimos dias no país estão a favor de Rand Paul, como, por exemplo, uma da ACLU (American Civil Liberties Union), segundo a qual dois terços da população quer que as prerrogativas do Patriot Act sejam limitadas, e 80% acredita que antes de grampear o telefone ou abrir o e-mail de um cidadão é imprescindível a autorização de um juiz.

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