EUA prometem resolver problemas de palestinos depois de assinar acordo nuclear com Irã

CC BY 2.0 / Joi Ito / Bandeiras da Palestina
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A administração americana prometeu a palestinos ocupar-se da regularização do seu conflito com Israel depois de resolver a questão nuclear iraniana.

Esta informação foi comunicada pelo chefe do governo da Autoridade Nacional Palestina, Rami Hamdallah.

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Mas qual é a ligação entre a questão da Palestina com a questão nuclear iraniana? A Sputnik Persian conseguiu falar com Sabbah Zanganeh, antigo conselheiro do ministro do Exterior do Irã e especialista em assuntos do Oriente Médio:

“Na verdade ambas estas questões não são ligadas uma com outra. Parece que os americanos estão mais uma vez enganando os palestinos e até estabelecendo prazos imprecisos de reconhecimento do Estado palestino. Mas é um mero rodeio. Washington não planeja apoiar a Palestina na questão de seu reconhecimento dela como Estado independente e realiza a política de acordo com o princípio “pôr na gaveta quer dizer esquecer”. Neste caso como um limite intermédio surgiu a regularização da questão do programa nuclear iraniana. Se os Estados Unidos quisessem seriamente fazer todos os possíveis para o reconhecimento da Palestina, eles já há muito tempo que teriam feito um esforço e ajudariam os palestinos a adquirir os seus direitos legítimos. Mas não existe vontade política ou existe muito pouca e isto é óbvio. Os americanos estão mais interessados em estabelecer relações com Israel no sentido de contenção do movimento libertador palestino. 

O que concerne ao programa nuclear iraniano, é um assunto diferente que não depende da conjuntura regional, tecnicamente transparente e que pode ser sujeito à regularização diplomática”.  

Porém, a questão da independência palestina e o programa nuclear iraniano no fim têm alguma coisa em comum. Para resolver ambas as questões é preciso a participação da ONU e das “grandes potências” – as que nas negociações sobre o Irã fazem parte do sexteto de mediadores internacionais. 

“A resolução na qual a ONU manifesta a exigência de criação do Estado [palestino] e de Israel abandonar os territórios ocupados deve ser garantida pelas grandes potências. Em caso contrário, será um simples papel”, diz o chefe do governo palestino Rami Hamdallah. 

Sabbah Zanganeh por sua parte opina que ainda só resta esperar:

"O povo palestino leva a cabo a sua luta pela independência há mais de 60 anos, resistindo com dignidade aos ataques contra o seu território e fazendo corajosamente frente  à repressão. Sem quaisquer dúvidas e, especialmente do ponto de vista do direito internacional, os palestinos merecem alcançar finalmente a sua independência. Ainda bem que a compreensão desta evidência já tem apoiantes a nível internacional: há cada vez mais países prontos a apoiar os palestinos no seu caminho pela conquista da independência".

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