França: sucesso na luta contra EI depende de transição política na Síria

© AP Photo / Raqqa Media Center of the Islamic State groupSoldados do Estado Islâmico em parada na cidade de Raqqa, Syria
Soldados do Estado Islâmico em parada na cidade de Raqqa, Syria - Sputnik Brasil
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O ministro das relações exteriores da França, Laurent Fabius, declarou nesta terça-feira (2) que o sucesso da luta dos países contra o grupo Estado Islâmico (EI) está diretamente ligado à mudança de poder na Síria.

"A situação no Iraque não pode se estabilizar completamente sem uma transição política na Síria. O Estado Islâmico é móvel, atravessa fronteiras. E a situação na Síria impacta a eficiência da luta contra o EI… o presidente da Síria, Bashar Assad nunca terá a vontade ou a habilidade para lutar contra o Estado Islâmico", disse Fabius após uma conferência internacional sobre a luta contra o grupo terrorista.

Refugiados tentam escapar do campo de refugiados de Yarmouk. Combates intensos entre militantes dos Estado Islâmico e o exército sírio acontecem na localidade. - Sputnik Brasil
Síria pede a formação de uma coalizão contra EI apoiada por Rússia
O ministro francês acrescentou que a comunidade internacional deveria apoiar as forças iraquianas na sua luta contra a insurgência. 

Nesta semana, os participantes da coalizão liderada pelos EUA contra o EI realizaram um encontro em Paris para discutir formas de conter o avanço dos militantes. 

Vastos territórios da Síria, país que enfrenta uma guerra civil desde 2011, estão atualmente sob o controle do EI. Os militantes capturaram partes do território nacional em 2012, e em 2014 expandiram-se para o Iraque. Várias células do grupo terrorista também operam na Líbia, no Iêmen e em outros territórios no Oriente Médio e no Norte da África.

Combatentes do Estado Islâmico - Sputnik Brasil
Luta contra EI chegou a um impasse?
Muitos grupos terroristas insurgentes, como EI e a Frente Nusra, estão ativos no país. A fronteira com a Turquia é conhecida por ser amplamente utilizada por supostos militantes com o intuito de cruzar para a Síria. Ancara afirma que tenta manter os estrangeiros longe da fronteira, mas que é incapaz de lidar plenamente com o afluxo de jihadistas aspirantes.

Países como a Rússia acreditam que as ações e estratégias norte-americanas contra o EI ainda não produziram os resultados desejáveis por conta dos duplos padrões utilizados por Washington, que permitem aos terroristas agir de maneira mais organizada e "não hesitar em perpetrar os crimes mais hediondos na realização do seu objetivo, a criação de um califado transfronteiriço em um vasto território de Damasco a Bagdá", segundo havia afirmado anteriormente o ministro relações exteriores russo, Sergei Lavrov. 

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