Candidato republicano a presidência dos EUA, Rand Paul incendeia seu partido

© REUTERS / John Sommers IIRand Paul, senador republicano dos EUA
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Um dos candidatos às primárias do Partido Republicano americano para a disputa presidencial de 2016, Rand Paul, causou um terremoto ao criticar abertamente o programa de espionagem proposto pelo Ato Patriótico.

Durante um discurso incendiário no Senado, Rand Paul acusou seus correligionários de "secretamente desejarem um ataque terrorista para poderem colocar nele a culpa". O pronunciamento se deu logo após Paul dificultar que o Congresso votasse uma ampliação das prerrogativas que permitem que a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) recolha sem autorização judicial ou provas criminais as conversas de milhões de americanos.

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Apesar da suspensão do projeto ser temporária, e do fato de que provavelmente será implementado ao longo da semana, a partir da própria bancada republicana têm se intensificado os ataques contra o senador de reconhecidas convicções mais libertárias e de posição círitica em relação às políticas intervencionistas tanto do atual Presidente Obama como seu antecessor, George W. Bush.

"As pessoas que pensam que o mundo vai acabar e vamos ser invadidos nesta mesma noite por jihadistas aproveitam-se do medo", disse Paul para seus colegas, os quais acusou de quererem que as pessoas renunciem à "liberdade pelo medo".

"Nós não devemos nos desarmar enquanto os nossos inimigos se tornam mais sofisticados e agressivos", respondeu o líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, "e não deveríamos fazer campanha baseados na demagogia e nas mentiras geradas pelas ações ilegais de Edward Snowden", acrescentou.

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As pesquisas publicadas nos últimos dias estão a favor de Rand Paul, como, por exemplo, uma da ACLU (American Civil Liberties Union), segundo a qual dois terços da população quer que as prerrogativas do Patriot Act sejam limitadas, e 80% acredita que antes de grampear o telefone ou abrir o e-mail de um cidadão é imprescindível a autorização de um juiz.

No entanto, para comentaristas como Peter Weber, Rand Paul teria sacrificado suas possibilidades na corrida presidencial para defender seus princípios libertários, enquanto o senador John McCain, peso pesado de seu partido, o acusou de usar a segurança nacional para fins de receita, ou seja, chamar a atenção e levantar fundos para financiar sua campanha para as primárias.

Paul negou as acusações e sublinhou que "nós podemos parar terroristas utilizando a Constituição,".

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O ato patriótico é um Decreto expedido durante o governo do ex-presidente George W. Bush logo após os atentados de 11 de sembro. Entre suas determinações o ato normativo permite que os órgão de inteligência norte-americanos invadam contas de e-mail e garmpeiem ligações telefônicas sem qualquer autorização judicial prévia.

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