Rússia pode expandir lista negra de cidadãos europeus

© AP Photo / Dmitry LovetskyMinistério das Relações Exteriores da Rússia, em Moscou
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A Rússia irá tomar medidas de retaliação em resposta a qualquer expansão de sanções contra cidadãos russos, disse a vice-diretora do departamento de informação e imprensa do Ministério russo das Relações Exteriores, Maria Zakharova, em declaração nesta segunda-feira (1º).

A diplomata disse que a decisão de Moscou é baseada no princípio da reciprocidade, segundo o qual o país deve “responder a qualquer atitude completamente tendenciosa e, de fato, realmente desmotivada".

"Fomos forçados a tomar medidas de retaliação, em resposta às ações dos EUA e da União Europeia (UE). Nós conversamos sobre o princípio de formação da lista. Nós também dissemos que este é um passo forçado do qual nós não gostamos. Nós expressamos a esperança de que quando os ânimos dos EUA e da UE sobre as listas diminuírem, nós também possamos cancelar nossas listas", disse Zakharova.

"Dezoito meses atrás, começamos a falar regularmente não só através dos canais diplomáticos, mas também publicamente, que teríamos que tomar medidas de retaliação em resposta às ações dos EUA e da UE", lembrou. "Pode-se encontrar na mídia as declarações de altos diplomatas – representantes do ministro, representantes permanentes da Rússia em organizações internacionais – dizendo claramente por que o fazemos. Quando nos pediram para passar estas listas para a comodidade dos funcionários europeus, e nós o fizemos, tal escândalo foi levantado. Nós só podemos imaginar por quais motivos".

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Enquanto isso, de acordo com Zakharova, o falatório em torno da "lista negra" coincidiu com um período de relativa estabilização das relações entre a Rússia e o Ocidente. “Assim que a situação se acalma, logo que começamos um diálogo construtivo sobre os acordos de Minsk e também sobre outros assuntos – a impressão é de que alguém está sempre ansioso para começar outra polêmica informacional do nada", concluiu a diplomata.

Em 30 de maio, Moscou confirmou ter enviado para os países membros da UE uma lista de pessoas cuja entrada na Rússia não é permitida. A lista inclui 89 nomes. Desde então, vários países do bloco europeu recorreram às embaixadas russas solicitando explicações sobre a "lista negra".

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