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Dilma critica EUA por embargo a Cuba e sanções contra Venezuela

© Roberto Stuckert Filho / Fotos PúblicasDilma Rousseff discursa durante a 7ª Cúpula das Américas
Dilma Rousseff discursa durante a 7ª Cúpula das Américas - Sputnik Brasil
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Em dia de comemoração pela volta de Cuba à Cúpula das Américas, Dilma Rousseff elogiou a aproximação dos Estados Unidos com Cuba, mas cobrou o fim do embargo econômico à ilha. Dilma também aproveitou sua fala para criticar as sanções contra a Venezuela, estabelecidas pelos americanos há cerca de um mês.

Durante seu discurso na Cúpula das Américas neste sábado, 11, a líder brasileira defendeu o fim do embargo entre Estados Unidos e Cuba:

"Celebramos aqui e agora a iniciativa corajosa dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama de restabelecer as relações entre Cuba e Estados Unidos, pondo fim a esse último vestígio da guerra fria na região que tantos prejuízo nos trouxe. Estamos seguros de que outros passos serão dados como o fim do embargo que já há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano. Aí sim estaremos construindo as linhas que pautarão nosso futuro".  

Apesar da celebração da primeira vez que Cuba e Estados Unidos sentam juntos à mesma mesa em uma Cúpula das Américas, os discursos presidenciais não pouparam as críticas ao governo americano, não apenas pela manutenção do embargo — que Obama prometeu que estava trabalhando com o Congresso americano para suspender — mas principalmente pelo ressurgimento da crise com a Venezuela. 

Bandeiras nacionais de Cuba e EUA - Sputnik Brasil
Reaproximação entre EUA e Cuba poderá ser temporária?
Dilma trouxe à tona as sanções contra o país de Nicolás Maduro. Segundo ela, "o bom momento das relações no hemisfério já não admite ações unilaterais e de isolamento, contraproducentes e ineficazes. Por isso rechaçamos a adoção de sanções contra a Venezuela". 

A chefe de Estado disse também que "o atual quadro desse país irmão pede moderação, pede a aproximação de todas as partes. Com esse propósito, a Unasul (União Nações Sul-americanas, trabalha para apoiar diálogo político na Venezuela", lembrando que a comissão de chanceleres da entidade tem mediado o diálogo entre a situação e a oposição para que sejam realizadas as eleições deste ano. 

Dilma afirmou que a região tem o maior período de paz na sua história, com todos os países com regimes democráticos, o que precisa ser incentivado e respeitado. "É nossa responsabilidade fazer desse um século de paz", disse.


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